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Especialidade clínica

Ansiedade
e síndrome
do pânico

Quando o sistema de alerta do organismo deixa de ser proporcional ao que acontece — e passa a governar o modo como você existe. O trabalho clínico atua nos mecanismos que sustentam esse estado: neurobiológicos, cognitivos e comportamentais.

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Pode ser ansiedade clínica
quando vai além do nervosismo:

01

A preocupação não tem horário — está presente mesmo quando objetivamente não há ameaça real.

02

O corpo responde antes que a mente processe: coração acelerado, aperto no peito, falta de ar sem causa física.

03

Evita situações, pessoas ou lugares — e o mundo vai ficando cada vez menor por causa disso.

04

Antecipa o pior com uma clareza que parece certeza — mesmo sabendo racionalmente que é improvável.

05

A mente não para — e quando o corpo finalmente para, a cabeça acelera mais.

06

Crises de pânico: sensação súbita de perigo iminente, despersonalização, medo de perder o controle ou de morrer.

07

Intolerância à incerteza — não suportar não saber o resultado, mesmo de coisas pequenas. Esse mecanismo tem nome e está no centro da ansiedade clínica.

08

Hipervigilância constante — registrar ameaças que ninguém mais percebe, ficar em alerta sem conseguir relaxar mesmo em ambientes seguros.

09

Sintomas físicos persistentes — tensão muscular, problemas digestivos, sono fragmentado — sem causa médica que os explique completamente.

Ansiedade clínica é o sistema de alerta do organismo respondendo a uma ameaça que nem sempre se vê — e que aprendeu a estar presente mesmo quando o perigo passou.

O que está
acontecendo clinicamente

A ansiedade é uma resposta do sistema nervoso — biologicamente sofisticada, evolutivamente funcional — que perdeu proporcionalidade. O organismo responde como se houvesse perigo real onde não há, ativando circuitos de alerta que consomem energia, concentração e capacidade de estar presente.

Na síndrome do pânico, esse mecanismo se intensifica de forma súbita e intensa: o corpo entra em modo de sobrevivência completo — taquicardia, falta de ar, tontura, dissociação — sem que haja ameaça concreta. O ciclo costuma se manter porque o medo da crise passa a ser mais limitante do que a crise em si.

O trabalho clínico atua em múltiplos níveis: compreensão dos mecanismos neurobiológicos da resposta ansiosa, identificação dos padrões cognitivos que alimentam e perpetuam o ciclo, e desenvolvimento de ferramentas concretas de regulação autonômica — que devolvem ao sistema nervoso a capacidade de distinguir ameaça real de ameaça percebida.

Abordagem clínica
Técnicas baseadas em evidências científicas, com fundamento em neuropsicologia clínica. O objetivo é restaurar a proporcionalidade e a capacidade de responder, em vez de apenas reagir.
Ansiedade e outros quadros
Ansiedade frequentemente coexiste com exaustão emocional, depressão e neurodiversidade não diagnosticada. O processo clínico considera essa sobreposição. Ver neurodiversidade →
Ponto de entrada
O processo começa a partir de sintomas e do impacto que causam. A avaliação clínica é parte do trabalho — não uma etapa anterior a ele.

01

Regulação do sistema nervoso

Ferramentas práticas para modular a resposta autonômica — antes, durante e depois de uma crise. O corpo aprende que pode voltar ao equilíbrio.

02

Identificação dos padrões

Compreensão dos pensamentos automáticos e crenças que alimentam a ansiedade — e construção de respostas alternativas funcionais.

03

Exposição estruturada

Quando a evitação mantém o ciclo, o processo inclui exposição gradual e estruturada — para que o que foi evitado deixe de ter o poder que tinha.

04

Presença e ação restauradas

O objetivo final é que a ansiedade deixe de ditar o que você pode ou não pode fazer — de volta à vida que foi sendo estreitada.

Quem conduz o trabalho

Yasmin Geaquinto Rocha
Psicóloga e Psicoterapeuta

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Formação clínica
Psicologia Clínica · Mestrado em Empreendedorismo e Inovação Social · UBI Portugal · Formação contínua — Harvard, Yale, Universidade de Edimburgo
Prática clínica
Contextos hospitalar, clínico, organizacional e social — Brasil e Europa. Atendimento a adultos em mais de quinze países desde 2021.
CRP 16/6960
Registro profissional ativo · Atendimento conduzido sob os princípios do Código de Ética do CFP

A ansiedade tem tratamento — e o processo começa por identificar, com precisão, o que a sustenta.

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Conexão clínica frequente

Ansiedade persistente e exaustão emocional andam juntas com frequência. Quando o alarme nunca desliga, o organismo cobra. O processo clínico considera essa sobreposição.

Ver exaustão emocional →